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A revelação de Tezuka Osamu: Um revolução na Manga de Prosa

A Manga hoje floresce nas fundações estabelecidas por Tezuka Osamu. Esta parte irá apresentar essas fundações em termos da técnica expressiva.

Estrangeiros, e particularmente os Leitores Europeus normalmente descrevem a experiência de ler uma Manga Japonesa similar a assistirem a um filme. Esta caracterização andava também nos lábios dos jovens japoneses. Estes que viriam a tornar-se artistas de Manga eles próprios após terem lido A Nova Ilha do Tesouro de Tezuka Osamu no seu lançamento em 1947. A Manga pós-guerra e contemporânea nasceu com esta primeira obra "cinemática".

Embora, esta caracterização, as imagens de Manga não se movimentam. Então porque será que as pessoas continuam a utilizar esta metáfora cinemática para descrever a Manga Japonesa?

A primeira surpresa na história para os leitores da A Nova Ilha do Tesouro era a cena em que o jovem protagonista chega de carro ao cais, apressando-se para apanhar o barco antes que parti-se. Na Mangas anteriores a esta uma ou duas vinhetas seriam suficientes para mostra a cena. Tezuka gastou oito das 180 páginas do seu trabalho par mostrar esta cena. Isto era diferente ao que os leitores de Manga liam até então. Do plano aproximado da cara do garoto à perspectiva do acento do condutor a deslumbrar da estrada a paisagens costeira era como se o artista tivesse colado frames de um filme directamente na página. Esta técnica era muito cinemática e levou á caracterização desta Manga de "como um filme". Tezuka pode ter-se inspirado no cinema para criar estas técnicas mas de qualquer forma as imagens na Manga não se movem. Ainda por mais, esta técnica era empregada apenas na abertura e não tinha muito haver com a narrativa principal. O facto desde trabalho como um todo tivesse impressionado de uma forma cinemática testemunha o enorme impacto do usa das primeiras oitos páginas que tinham pouca relevância para o enredo. Esta obra tinha mais do que simplesmente só um enredo. A obra tinha vinhetas cénicas e um desenvolvimento de uma narrativa fluida.

A Manga Narrativa descende de histórias em imagens conhecidas como "emonogatari". Nestas histórias em imagens o texto subjacente e não as imagens eram a o principal veiculo da narrativa. Na Manga Narrativa são as imagens a sua sucessão e elos entre as vinhetas que contam a história. A sintaxe das vinhetas é de uma importância vital. A Nova Ilha do Tesouro de Tezuka tornou isto muito evidente. O seu aparecimento foi como o usurpação da poesia pela prosa, ou ainda a troca do romance medieval pelo romance moderno. Se este novo média era como filme era para ser contrastado com a tradução japonesa do Kabuki e do Noh.

Os europeu vêm a Manga Japonesa como cinemática porque a sintaxe de vinhetas Europeia está relativamente subdesenvolvida. Enquanto o conteúdo pode ser sofisticado, a técnica têm ainda de alcançar o nível da prosa moderna.


A Emergência das Geki-ga e a sua incorporação na Manga Narrativa.


Obviamente, do ponto de vista da Manga actual os aspectos técnicos da A Nova Ilha do Tesouro parecem quase primitivos. Porém, Tezuka continuou por mais de quarenta anos na vanguarda da Manga e foi responsável por muitas inovações técnicas até à sua morte em 1989 (nesse ano deu-se também a morte do Imperador Showa e o fim de uma era com o mesmo nome que começou em 1926 quando da sua ascensão ao trono). É importante notar que Tezuka foi capaz de incorporar as técnicas de um novo género conhecido como geki-ga que surgiu nos anos 60 sem render-se completamente a ele.

A geki-ga apareceu pela primeira vez em livros produzidos por Bibliotecas nos últimos anos dos anos 50. Eles tiveram a Manga Narrativa de Tezuka como ponto de partida mas desenvolveram outros aspectos.

Como já mencionei anteriormente, o trabalho de Tezuka teve uma grande influencia nos jovens artistas a seguir à guerra. Vários deles formaram o Grupo Tokiwaso e tornaram-se artistas profissionais de Manga debaixo da instrução de Tezuka. Para a maioria o seu trabalho era de natureza didáctico e direccionada os jovens na direcção certa. Diferente, da forma simplista e moralista da Manga anterior à guerra, a sua obras de Manga tinham uma tendência moderna e metropolitana.

Entre os artistas influenciados por Tezuka encontravam-se artistas de quem as obras não eram necessariamente educacionais ou didácticas. Estes artistas escreviam para uma audiência da sua idade no fim da adolescência e produziam impressões realistas da crueldade da sociedade e da vida em geral. Escusado será dizer, estes trabalhos assentavam completamente nas técnicas da "prosa moderna" que Tezuka tinha sido o pioneiro nas sua exploração. Devido a estes autores preferirem imagens chocantes (embora comparadas com actualidade elas hoje pareçam pastorais) elas foram rejeitadas pelas principais editoras baseadas em Tóquio de revistas. Invés, foram publicadas por revistas publicadas para empréstimo por editoras em Osaka e Nagoya, ou firmas menores de Tóquio.

Os livros para empréstimo eram publicados para circularem em mais de 30,000 Livrarias Privadas de Empréstimo no seu apogeu nos anos 50. A grande maioria dos livros disponíveis nelas eram Mangas. Estas livrarias de empréstimo geralmente vendiam doces baratos também e eram estritamente proibidas às crianças das boas famílias. Um certo segmento de jovens autores viu esta rede de livrarias de empréstimo como um espaço ideal para a sua criatividade. Eles intitularam o seu trabalhos de "geki" e "geki-ga" contendo dois significados de "dramático" e "cheio de acção", talvez possamos traduzir o termo melhora como "B.D. de acção".

Iniciando-se nos meados dos anos 60 a geração manga entrava na universidade e exigia um aumento de Manga de interresse para estudantes universitários e adultos. Isto foi uma grande oportunidade para os artistas das Livrarias de Empréstimo, os artistas geki-ga, os quais corriam risco de desaparecerem devido ao eclipse das livrarias de empréstimo fase à propagação da televisão. Eles começaram a produzir trabalhos que abordavam temas até então nunca vistos no mundo Manga centrado na criança - trabalhos de historia, problemas sociais, eventos de informação, e amor.

Sem ser derrubado pela força emergente, o próprio Tezuka começou a produzir ele proprio Manga que tratava temáticas historicas e politicas feitas com o toque geki-ga do inicio dos anos 70. Ele não foi, porém, influênciado pelo sensacionalismo e vulgaridade das geki-ga. Quando os leitores cansaram-se das geki-ga as opções de Tezuka provaram ser as melhores.

Hoje não existe uma verdadeira disticção entre Manga e as geki-ga. As questões ténicas no seu significado mais artistico - detalhe de gravuras, técnicas de deformação, a rica variadade de vinhetas, e o uso eficiente de linhas de efeito mostram um evolução continua.


 

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Osamu Tezuka
(1928 - 1989, Japão)

 

 

 

 

 

Osamu Tezuka foi um grande cartonista e médico. Osamu começou a sua carreira como artista de BD em 1946 para a revista infantil Mainichi Shogakusei Shinbun enquanto era estudante da Universidade de Osaka. O seu primeiro sucesso na manga, Shin Takarajima (New Treasure Island--A Nova Ilha do Tesouro) apareceu em 1947,seguido três anos depois por 'Jungle Taitei' que foi publicado na Manga-Shonen.

Dezenas de outros sucessos seguiram em todo o tipo de generos,tal como Ficção-Cientifica, terror, fantazia e humor. Prémio especial seria "Adolf ni Tsugu," um história épica com mais de 1000 páginas sobre a 2º Guerra Mundial e após.

De uma idade muito nova Tezuka era fan da animação da disney. Tezuka também foi bem sucedido no campo da animação:não só criou o primeiro desenho animado para TV (Astroboy, 1963), mas ele também produziu a primeira serie de TVa cores Japonesa (Jungle Tatei, 1965). Influênciado pela disney e outros filmes antigos, Tezuka por sua vez influênciou muitos cartonistas Japoneses. Suas obras estão constantemente a ser reeditadas, dando-lhe o titulo inquestionavel de "Rei da BD Japonesa".



 

 

 

 

 

 

CONTINUAÇÃO